Virtual ou real?

Quem me segue há mais tempo conhece bem essa moça das fotos. Ela é uma mulher de fé, uma linda mulher. Uma amiga, quase filha, que encontrei na blogosfera. Como somos da mesma cidade, mesmo ela morando fora do Brasil acabamos nos encontrando. Este ano já é o terceiro consecutivo que nos vemos, quando ela e a família passam as férias aqui.
Liza é daquelas mulheres que a gente pensa que não tem defeitos. Mas claro que os tem, ela é humana.(Mas aviso que não encontrei nenhum, ainda! rs)
Mas o que nos passa é uma calma, uma serenidade, uma maneira forte e realista de tocar a vida, mesmo porque ninguém vive em contos de fadas.
Permito-me colocar foto dela e da família, os lindos Miguel e Davi, e o marido, um companheirão, o Alberto, ou Bebeto para os íntimos, porque ela tem seu blog e estão sempre lá, em lindas fotos.
Miguel e Letícia ficaram amissíssimos, se deram super bem. Nos outros anos se viram, mas agora é que estão mais maduros para se lembrarem um do outro. Acho que daí sairá uma bela amizade.
Toda essa introdução para falar das "desvirtualizações". (acho que o termo foi criado pela Beth/Lilás, ela é uma "desvirtualizadora" de primeira!) 
Vale mesmo a pena marcar encontros via internet e sair para conhecer uma pessoa com a qual nos comunicamos apenas virtualmente?
Só conheço 3 blogueiras (contando a Liza) e foi um enorme prazer, sei que sempre estarão na minha vida e eu na delas. 
Conheci a Ivana, no ano de 2010 e a Lívia, ano passado.
Caí de amores imediatamente, e acho que foi recíproco. 
Mas todos esses contatos que temos, será que são mesmo para sair do plano virtual?
Por mais que apreciemos um blog, será que temos que conhecer o (a) blogueiro(a)?
Tenho um irmão que é fã de carteirinha do Roberto Carlos, mas fã mesmo, de se emocionar, e diz que jamais quer vê-lo de perto, porque ama o ídolo, não o homem. Pra mim faz todo sentido.
Prefiro não conhecer a me decepcionar.
E se não houver "encontro de almas", como fica depois?
No meu caso, as 3 meninas, acho que acertei demais, elas atenderam a todas as minhas expectativas.
Alegres, centradas, gentis, educadas, finas. E todas muito mais jovens que eu, por isso considero-as como minhas filhas virtuais.
Há inúmeras pessoas que gostaria de encontrar um dia, mas fica sempre a dúvida se não é melhor deixar como está, apenas no plano virtual.
Somos um, socialmente, e outro na intimidade. E isso não tem nada a ver com fingimento, com enganação.
Por mais que sejamos boas pessoas, gentis, educadas, divertidas, não somos assim o tempo todo.
Então, até que ponto somos realmente nós mesmos num encontro? 
Só o tempo, muitas conversas, muitas (in)confidências para saber, de verdade, como somos. Ou nunca saber. 
Às vezes me surpreendo com algo que fiz, ou não fiz, que disse, ou não disse, como agi, ou não agi, chegando à conclusão de que eu mesma não me conheço totalmente.
Para alguns, estou pronta. Para outros, definitivamente ainda tenho dúvidas se vou ou não conhecer.
(Nem sei porque resolvi falar disso...Por que será?! rsrs).
O que posso afirmar, com toda certeza, é que até agora fui muito feliz com minhas "desvirtualizações".
Estão aí a Liza, a Ivana e a Lívia, pra não me deixarem mentir! rsrs

20 comentários:

Misturação - Ana Karla disse...

Que delícia de amizade, senti nas palavras o sentimento verdadeiro.
Agora, eu adoraria te conhecer e te dar um abraço apertado.
Sinto tudo de bom em relação a você, Lúcia.
Xeros

Bombom disse...

Tal como tu, acho que todas nós nos interrogamos....quem estará do outro lado? Umas vezes encontramos um Ser, outras vezes, a sua máscara. Depende das pessoas e da sua integridade moral. Felizmente são poucos os casos em que a pessoa que está por detrás de um blog se consegue "travestir" de BOA quando o não é na realidade. (Conheço casos). Há sempre um momento em que se descai.
Graças a Deus que a maioria não é assim. E a comprová-lo estão as 3 belas amigas que conheceste e tantas outras de que ouvimos falar! Sabemos que no mundo virtual nem tudo é bom e devemos ser prudentes. Mas sempre que se "desvirtualiza" (como diz a Beth Lilás) e dá certo, é uma alegria! Bjs. Bombom

Eli Pechim disse...

Sabe que eu sempre me fiz a mesma pergunta? Mesmo assim, já desvirtualizei algumas vezes e acho que o saldo foi positivo. O importante é não ter tantas expectativas porque às vezes nem é que a pessoa virtual na real não é legal, é que às vezes "os santos não batem". Tem muita gente decente, simpática, alegre e de bom coração por essa blogosfera que eu adoraria conhecer. Já te falei pra vir aqui nos visitar, não falei? :)

✿ chica disse...

É muito legal e as que tive o prazer de desvirtualizar , tive só alegrias e adorei! beijos,para todas!chica

Isadora disse...

OI Lúcia, aqui, no Rio fizemos algumas disvirtualizações e foi muito bom conhecer pessoalmente a Tati, a She, A Beth, a Glorinha, a Mila.
E ainda que hoje,estejamos menos próximas dos blogs temos o contato "virtual" através das redes sociais.
E ainda tem aqueles que nem conheço pessoalmente e pelos quais tenho um carinho enorme.
Fico muito feliz por você tê-las encontrado e conhecido pessoalmente. Está aí a prova que às vezes a amizade transcende o virtual.
Beijos

Brechique da Dodoca disse...

Esta sua postagem lembrou-me, mais uma vez, do poema de Drummond: A Verdade (com suas inúmeras faces). Como nós. Como as coisas. Como os fatos.
Somos vários num só. Até porque, por vários somos vistos: minha filha me vê de um jeito, meu marido de outro, minhas irmãs de outro, meus netos, meus amigos, meus conhecidos e por aí vai. Para cada um deles sou de um jeito: não posso ser avó para o meu marido nem esposa para minha filha. Então... com quem está a verdade? Quem, de fato, sou eu? Como vc bem o disse: se a nós mesmos nos surpreendemos, por que não aos outros?
É arriscar, se assim pedir o nosso coração, ou não saber quem é quem se nos refugiarmos na tela.
Bom que a sua escolha resultou em belos encontros reais!
Bjsssssssssssssss, quérida!

Beth/Lilás disse...

Pois é, cara amiga, eu tive mesmo este privilégio de ter conhecido muitas amigas da blogosfera. Gente até de outros países, mas sempre gente bacana, gente que eu sabia que quando encontrasse não me decepcionaria porque eu já conhecia bem antes, já tinha lido e acompanhado seus passos pela rede e, uma coisa muito importante, todos mostraram suas caras, não se escondiam atrás de bonequinhos ou bichinhos. Para mim isso é de grande importância e crédito para o blogueiro.
Mas, eu sou assim, não tenho esta coisa de ir ao encontro com medo disso ou daquilo, porque para eu tê-los como comentaristas e trocadores de experiências, é porque são mesmo pessoas interessantes e de bom coração.
Cada um tem seu jeito próprio, suas particularidades e diferenças da gente, o que não podemos é querer nos aproximar somente daqueles que são iguaizinhos e pensam como nós.
Nos encontros de desvirtualização que fiz em Portugal, tinha certeza que eram pessoas de alto grau de idoneidade, mostravam isso em seus escritos e fotos. Meu marido também, sempre que pode, está junto comigo nessa, afinal ele também lê meu blog e já conhece alguns amigos virtuais pelo nome até.
E eu viajo bastante, portanto antes de ir para algum lugar, penso se tenho lá algum amigo virtual, pois para mim é um prazer enorme ir ao encontro destas pessoas que já me são tão queridas.
Você acha que se eu for a Porto Alegre não vou avisar minha querida joaninha Chica? E você, acha que não está na minha listinha de desvirtualização? O problema é que agora, depois de conhecer muito pelo Brasilzão, tô dando preferência para os países lá fora, a maré tá boa pra viajar e estamos aproveitando, mas não faltará oportunidade de a gente se encontrar um dia e, não quero nem saber se vai ou não gostar de mim, porque eu, já te gosto há muito tempo. hehe Mesmo nas nossas diferenças, te admiro e tenho vontade de vê-la ao vivo e a cores, assim como Ana Karla, Luciana, Bombom, chiiiiiiiii é melhor não enumerar, senão poderei esquecer alguém querido.
Todas as amizades que desvirtualizei foram-me satisfatórias e felizes, mesmo as que pensam diferente de mim, mas o que importa mesmo pra mim é se a pessoa é aberta ao carinho e receptiva na simpatia e amizade.
E, se por ventura, alguém não for com o meu santo (como se diz por aí), sinto muito, mas isso é uma questão espiritual e aí não podemos fazer nada, mas o que eu sou aqui, sou também no real, ou seja, uma pessoa normal, que ri de trombada e da própria burrice, que gosta de conversar, abraçar e dar muitos beijinhos quando gosta de um amigo.
Aliás, que tal a gente marcar uma desvirtualização para quando nossa amiga Glorinha melhorar? Quem sabe num lugar neutro, Sampa por exemplo.
beijos grandes, cariocas


(desculpa aí, escrevi demais, mas o tema foi ótimo para eu colocar o que penso disso tudo)

Lúcia Soares disse...

Beth, bom tema para um post seu, também. Acho que o fato de "temer" encontrar algumas pessoas se deve à minha timidez (não pareço, mas sou) ou a um certo velho e chato complexo, né? rsrs Enfim, querer quero imensamente conhecer muita gente, mas é inevitável pensar que somos mais interessantes escrevendo...rsrs

Ivana disse...

Lúcia, acho que sempre estamos nos descobrindo! Eu mesma acabo de descobrir que posso ser mais corajosa do que imaginava - mas essa é uma outra história!
Portanto, se temos sempre facetas a serem reveladas em nós mesmos e para nós, por que o outro deveria ser despiso de icógnitas? No entanto, temos uma essência e essa, acredito eu, por mais que tentemos disfarçar, sempre escapa pelas frestas da alma, seja em um olhae ou um gesto sutil.
Quando te conheci, tive certeza do que jó transparecias em teus textos: és uma mulher de extremo valor! Isso sem contar nas filhas e filho, todos pessoas do bem. Não são o que são por acaso!
Beijos carinhosos de sua filha virtual, a primeira! ����

Lúcia Soares disse...

Ivana, a primeira! rsrs verdade, minha filha-virtual-mais velha.
Até hoje sinto arrepios quando me lembro do instante em que coloquei os olhos em você, no aeroporto de Floripa. Você é uma flor do meu jardim, para sempre! rs Beijo!

Karlinha, você também esta na minha lista! O único Estado do nordeste que conheço, mal e mal, só uma passada rápida, é a Bahia. Mesmo assim, não fui a Salvador.
Mas Pernambuco tem que entrar em algm roteiro de viagem minha (viajo pouco), para lhe conhecer. Beijo!

Bombom, acredito muito nas pessoas, então prefiro pensar que não temos máscaras que nos escondam totalmente. Apenas leves véus... Beijo!

Eliane, você é um amor. Tenho certeza de que nos daremos bem. Gosto do sei jeito sincero, sou fã de pessoas que não têm medo de se expor. Um dia, nem que seja aqui no BR, vamos nos encontrar, sim! Beijo!

Rejane/Chica, você parece de fácil convivência, é tão presente, tão carinhosa, voa por toda a blogosfera nas asas da sua joaninha, só levando leveza pra gente. Faz parte da minha lista, viu? rsrs Beijo!

Isadora, minhas grande amigas, entre elas você, são do tempo das blogagens coletivas da Glorinha. A minha primeira foi a das cores, e aí conheci gente demais, que me acompanham até aqui, como você.
O RJ é tão perto, qualquer dia nos topamos por aí. rsrs Beijo!

Cléia, você chegou de mansinho e já mora aqui, no meu pedaço. Aqueles encontros que a gente sabe que darão certo. Beijo!

Deusa disse...

Ha eu acho que vale e muito a pena,eu nem sei porque isso ainda não aconteceu,eu vivo entre idas e vindas para BHZ,mas com a volta as aulas eu ja estou me sentindo melhor aqui,ja consigo ver a casa que moro com uma certa intimidade,estou me acostumando,saindo aos poucos,so fui nesses quase quatro meses,duas vezes ao mercadão(adorei),não fui na feirinha,quando mundo ao BH Shopping,então estou começando a querer viver aqui,a fazer amizades aqui....
Sabe que não me preocupo de que alguém não goste de mim,porque me dou bem com todo mundo,não sei fingir,sou do jeito que escrevo,não vivo gargalhando para as paredes,falo baixo,sou timida,mas sou conversadeira e praticamente nunca acho motivo para critica,mas tenho esse lado arredio,isso porque minha mãe nos criou trancados dentro de muros enormes,bricavamos so nos três irmãos ou alguma criança que vinha para nosso mundinho,nunca tive grandes amigas de seculos,então me acostumei,mas sinto imensa falta.Por isso o blog.Eu sou real...kkkk....desaparecida,mas realzinha da Silva.
Bjs
Deusa

ML disse...

Bonita a sua amiga e galerinha, Lúcia, e legal que o filho dela ficou amigo da sua netinha (a Létícia, né?).
Quanto a desvirtualização, achei uma maravilha que você ficou amiga de 3 pessoas que conheceu na internet. Mas também acho que é muita sorte, porque muitas vezes eu, pelo menos, sou íntima no teclado, mas acho que "ao vivo e a cores" poderia ficar tímida, sei lá. Por isso, acho mais fácil marcar com mais gente, assim o papo rola mesmo, não fica dependendo só de 2 pessoas que podem "travar".
De todo modo, se algum dia rolar um "encontro" no Rio, me convida, ok? A Beth me convidou uma vez, mas era em Niterói e não deu pra eu ir, que pena!

bjnhsssssssssssss

ML disse...

Agora é que eu reparei que o título muda, que chique!

bjnhs

Celia disse...

Oi Lucia, eu tambem já conheci algumas amigas virtuais e confesso, que tambem gostei de conhece-las. Senti quase como se já fossemos amigas de longo tempo. Deu pra conversar, sentir a pessoa e ver que tinha valido a pena. Claro que tambem pode acontecer o contrário. A pessoa nao ser nada daquilo que pensamos, mas, acho que vale a pena correr o risco. Beijao.

Rachel disse...

A verdadeira amizade, virtual ou real é nosso maior patrimônio, que sorte a de vocês por uma amizade assim tão bonita.
Parabéns!!!
Bjuss!!!

E nós quase passamos do virtual pro real, heim...mas não faltará oportunidade, em breve volto a BH!!!

Lúcia Soares disse...

Deusa, claro que nos encontraremos nas esquinas dessa BH que tanto amo! Beijo!

Mônica, você e eu somos parecidas em muitas coisas. Pelo menos na linha de pensamento. Vamos nos encontrar um dia, quem sabe indo assistir um mega desfile seu? É o que desejo, com certeza! Beijo!

Célia, nos encontraremso no calor do nosso BR, tá? rsrs Beijo!

Rachel, foi um uma pena não nos encontrarmos naquela noite. Seria um enorme prazer conhecer você e a Renata, mas não deu, fica pra próxima, sim. Beijo!

Lu Souza Brito disse...

Oi Lucia,

Engraçado, mas também não é todo mundo que conheço por aqui que tenho vontade de desvirtualizar não, ahahahha.
Eu gostaria de conhecê-la pessoalmente e há outras pessoas, mas a gente sempre fica com receio, é fato.
Já tive o prazer de conhecer a Beth Lilás, que é uma fofa, leve como o blog, com um sorriso sincero e acolhedor. Também a Glorinha Lion, a Macá e a Somnia, que é outra figura. Foi bom demais.
Em breve pretendo encontrar-me com a Silvia, do Longevidade, a gente se fala bastante por telefone, mora perto, mas ainda nao rolou.
O que a gente tem é que largar de medo, na verdade. A gente é o que é...com certeza algo nao vai agradar,mas a intenção não é essa. O carinho que se constroi vence a barreira do 'achei que era assim e é assado'.
Pois saiba que na primeira oportunidade que tiver de ir a Beagá,bato na sua porta pra te dar um beijo e tomarmos um café.
Beijooooo

Lúcia Soares disse...

Lu, nem imagina quanto prazer terei!
Pode vir!
Beijo!

Lu Souza Brito disse...

Ah, ia esquecendo...
adianto que esta cara aí da fotinha tá mais 'bonitinha' que na vida real viu?
Hoje tô de volta com meus cabelos afroneguinhos que eu adoro,ahahahaha.
Bom, pelo face tem as fotos mais 'a cara da gente', não vai ser surpresa.
Bjooooooooos

Liza Souza disse...

Olha a homenageada passando tardiamente para agradecer e dizer o quanto a sua amizade me faz bem e o quanto foi bom desvirtualizar voce. Um presente de Deus para mim e os meus! Lu, eu já desvirtualizei 10 pessoas e nao me arrependo de nenhuma delas. Claro que em alguma ou outra desvirtualizacao, acabei descobrindo que nao tinha tantas afinidades com a pessoa, mas com a grande maioria criei fortes lacos, grandes amizades que certamente levarei para a vida toda. Voce é um exemplo dessas grandes amizades que fiz e por isso nao me vejo indo ao Brasil sem dar um abraco em voce, na Renata e na Leticia. Agradeco o seu coracao enorme, sua amizade verdadeira, seu carinho e a hospitalidade com que voce nos recebeu. Foi uma delicia rever voces,ver o carinho do Miguel com a Lelê, a bagunca gostosa dos dois. Ainda me lembro do barulho da chuva, as portas batendo com o vento, a linda vista da janela do seu quarto, o seu abraco gostoso de despedida, voce me pedindo pra nao ir e a Lelê dizendo que ia se casar com o Miguel. Aquele dia ficará guardado para sempre nas melhores memórias que levo dentro de mim. Um bom motivo para voltar o ano que vem com o coracao cheio de alegria em saber que teremos a chance de reviver esses bons momentos. Obrigada, obrigada, obrigada sempre! Voce mora no meu coracao, mas isso voce já sabe, né?
Ama!