Gente boa

Que blog mais abandonado!
Vamos lá, tentar inspiração.


Acabei de ver esse banner, numa postagem da Calu, no FB e respondi:  "O melhor, afinal. rs Como diziam antigamente, "lé com lé, cré com cré", né?"

Esta expressão pode parecer preconceituosa. "Lé" é diferente 

de "cré" por quê? Um é melhor do que o outro? 

Este é um provérbio português, "lé com lé, cré com cré, cada um com os da sua ralé".
(ralé é o conjunto de indivíduos pertencentes à camada 

inferior de uma sociedade; arraia-miúda, plebe, populacho).

Uma expressão comum "na minha época"  e acho que um alerta para mostrar que nem todos somos iguais, no que se refere a hábitos, atitudes, moral, crenças, etc.
Nada a ver com status, posição social, embora a citação de classes. 
O célebre "não se misture com essa gentalha". 
Ninguém é igual a ninguém, mas pode ser melhor ou pior. Nem os dedos das mãos e dos pés são iguais, por que teríamos que ser? A cada um de nós foi dado um destino. 
Mesmo quando destinos se cruzam é para somar, para purificar, talvez, e por isso devemos saber separar o joio do trigo.
Doce é mais gostoso do que salgado
ar puro é melhor do que quarto escuro
alegria é melhor do que tristeza
silêncio é melhor do que barulho, tantas e tantas comparações, que nada têm a ver com o que queria escrever...
Vamos, lá, recomeçar...
Cercar-nos de gente boa é o ideal. Ou cercar-nos de gente tão legal como nós mesmos.
Embora "os opostos se atraiam", as diferenças têm que ser só em alguns aspectos, mas há aqueles que não podem se chocar.
Gostos podem ser diferentes em tudo e ainda assim dar certo a convivência, desde que haja respeito. Mas não podemos divergir na moral, por exemplo. A moral é o conjunto de valores e princípios éticos. 
"Gente boa" é gente que respeita o outro, que está sempre disposta a ajudar, que é um ombro amigo. Uma pessoa em quem acreditamos justamente porque nos parece igual a nós. "Igual"  quanto a seguir todas as regras da boa convivência, que incluem o respeito, a admiração, o carinho. 
"Gente boa" é gente que nos faz rir quando estamos tristes, que brinca na hora certa, que sabe ficar em silêncio quando é preciso.
"Gente boa" é gente que não fica com raiva de você sem motivo, ou se o tem, vem e lhe conta, porque muitas vezes a gente fere sem querer, sem intenção, mas o outro se ofende e o certo é conversar e mostrar o que lhe desagradou.
"Gente boa" é quem nos acolhe, quem chora conosco, quem luta por nós, se preciso for.
"Gente boa"  é quem confia em você, conta suas tristezas, compartilha suas alegrias, confidencia, acolhe, acredita.
"Gente boa" é gente que deixa a vida mais simples. 

12 comentários:

Pepa disse...

Compartilhei porque acredito messssmo nesse post... não adianta a gente querer ficar perto de pessoas que nada somam conosco... ás vezes tentamos, fazemos um esforço, mas é uma coisa unilateral, a outra pessoa não está tão disposta como nós. Então é melhor deixar prá lá e procurar o nosso lé, ou o cré, srrsrsrs

Adorei o post !! (mas isso nem é novidade né ?)
Bjus 1000 querida e um finde muito tranquilo por ai !!

Ana Paula disse...

Essa diversidade de cores, culturas, fé, comidas é mesmo maravilhosa. é o tempero do mundo! E eu já acho que é bom sim misturar lé com cré que deve é dar samba no pé. E mesmo que eu não saiba dançar, vou mesmo apreciar!
Boa, aliás excelente a tua inspiração!
Beijo!

✿ chica disse...

Que legal o texto e te ler! Também acho que sempre acabamos por achar e nos sentir bem melhores entre os que tem as mesmas afinidades! E parece que mesmo em meio à tantas diferenças, a atração existe e se faz! bjs, de volta,chica

Sonia Oliveira disse...

Amei o texto Lúcia !!! Por mais gente boa no mundo rsrsrs
Bjus e boa semana
Sonitcha

MARILENE disse...

Lucia, eu me lembro desa musiquinha (rss), mas as palavras nada tinham de discriminativo. Parece-me que a contava assim: lé com lé, cré com cré, um sapato em cada pé... Nossos pés não são iguais, mas seguem a mesma direção. Assim caminham todos, merecendo respeito. Os que desejamos ter ao lado são os que definiu como "gente boa". Aqueles com quem vale a pena conviver. Bjs.

Heloísa disse...

Lucia,
Acho tão difícil esse tema!
Realmente o interessante é encontrarmos "nossa turma", para termos uma convivência agradável.
Mas como nos enganamos!
"Iguais" seriam aqueles que cultivam os mesmos princípios mas, muitas vezes, esses princípios não inspiram, de verdade, as atitudes desses que seriam nossos "iguais". Dizem ter esses princípios, mas não vivem de acordo. Percebe-se isso muito bem na questão religiosa. Pessoas que se dizem cristãs, mas não vivem o cristianismo.
Enfim: onde está nossa "turma"?

Cristina Pavani disse...

Olá, Lucinha!
Nós, professores, nos defrontamos em sala de aula com tantos "lés" e tantos "crés", que nos acostumamos às misturas.
Temos que nos policiar para respeitar as diferenças familiares e tratar a todos com os mesmos cuidados.
Entre as crianças, nem sempre os parecidos se atraem, por vezes fazem duplinhas com um coleguinha aparentemente "nada a ver".
No geral, menina se junta com menina e perspicazes também costumam se atrair, pois não têm paciência com aqueles de raciocínio mais lento...
O principal é sabermos conviver beneficamente com nossa solidão, pois sempre será nossa melhor e mais presente amiga!

Beijin procê

ECR ENGLISH SCHOOL disse...

I love reading what you write! Always!

Cadinho RoCo disse...

Deixe que o amor faça morada em você e tudo ficará mais simples e evidente para nossa mais completa compreensão seja lá do que for.
Cadinho RoCo

Claudio Gontijo disse...

Lucia

Existe uma quantidade absurda de pessoas boas e bem intencionadas, devemos solicitar ao criador em nossas orações, que tenhamos o privilégio de encontrar muitas destas boas almas.

Que a sua jornada seja cheia de alegria e paz.

Cláudio.


www.verevida.blogspot.com.br

Ana Paula disse...

Lúcia, gostaria de lhe enviar um livro de presente.
Por favor mande seu endereço por e-mail

paula.amaralanis@hotmail.com

Obrigada. Beijo!

Beth/Lilás disse...

Isso aí, Lúcia querida!
E eu acho que sou a tal 'gente boa', pois procuro dançar conforme a dança, não entro em desacato com ninguém, o máximo que eu faço é me afastar totalmente, quando não, procuro ir levando a vida e respeitando o que o outro pensa ou faz, desde que sejam valores éticos e morais dentro de uma sociedade respeitosa.
Não preciso puxar saco de ninguém e nem gosto que puxem o meu, prefiro as amizades do coração, do respeito, da benevolência e da consciência espiritual, seja ela qual for.
Sinto-me uma privilegiada neste sentido e, raramente me engano com pessoas, mesmo no mundo virtual.
um grande abraço carioca.