Roda de Interação/Dia da família


  Então que existe um Dia Internacional das Famílias, que é comemorado em 15 de maio. Não sabia desta data.
Que deveria ser festejada à exaustão, pois a família está em crise. Ou serão as pessoas que estão em crise?

 A família como  a base, a célula maior da sociedade, perdeu muito de sua formação original, onde o homem era o chefe, a mulher e os filhos seus subordinados.
Para quem é religioso, nada mais forte do que recorrer imediatamente à figura do  Pai, a Mãe e o Filho. Nas pessoas de José, Maria e Jesus. A família é o porto seguro, a terra firme.

Por coincidência, recebi o convite da Norma em um dia e no outro dia, à noite, assisti a um programa no canal GNT , chamado "As novas famílias", que mostrava duas mulheres que viviam juntas e o casal de filhos gêmeos, gerado por uma delas, de sêmen congelado, doador anônimo e seu próprio óvulo.Que não serão filhos da outra mãe, biologicamente falando.
Não cabe discutir se duas mulheres juntas formam "um casal". Não cabe saber se isso é normal ou quase irreal para muitas pessoas. Não cabe dizer se concordo ou não com esse tipo de relação, não cabe discussão alguma. Se considerarmos que as crianças serão amadas como qualquer outra, filhos de pais "padrão", homem e mulher, não há discussão possível. O amor é a tônica. Amai-vos uns aos outros.
A família vem-se transformando através dos tempos, acompanhando as mudanças religiosas, econômicas e sócio-culturais do contexto em que se encontram inseridas.(W)
Acho que onde existe amor não falta nada. Crianças terem por referência de família duas mães parece-me mais natural do que dois homens  criando crianças sem a figura da mulher, a mãe "por natureza".  Todo o amor do mundo, os cuidados, as explicações terão que entrar em ação quando as perguntas começarem a ser feitas.
 E haja preparação para as escolas, para as comunidades em geral, entenderem que as escolhas pessoais passam pela certeza do que está sendo feito e que o amor tudo pode, tudo suporta, tudo supera.
Porque, por mais que se queira, a sociedade não vai estar, em sua totalidade, pronta para entender. 
Sai de cena a figura do pai repressor, autoritário e até violento. (Embora para muitas famílias a realidade ainda seja esta).
Entra em cena a família muitas vezes tendo como única provedora a mullher, a mãe.
A ideia de  família formada pelo casal heterossexual e os filhos continua sendo a principal. Mas hoje temos as famílias onde vivem apenas um dos pais e os filhos; ou famílias que se reconstruiram, onde vivem pais separados e filhos de ambos os casamentos; casais sem filhos, o que é muito comum atualmente, por opção do casal; e os casais homossexuais, como falei acima.Um verdadeiro "embroglio"?
Acho que não. Depende de como a criação das crianças é levada. Com amor, carinho e respeito toda criança será um adulto bem resolvido.
A família pode ser vista, então, como pessoas adultas cuidando e educando crianças, com base no amor, respeito, carinho, consideração, compreensão.
A trindade Pai, Mãe e Filho vai sempre existir.

(Esta postagem faz parte da Roda de Interação, proposta pela Norma, do blog Pensando em Família.)
(Imagens retiradas do Google)

27 comentários:

Yasmine Lemos disse...

Oi Lúcia!
seu contexto foi bastante realista , fico imaginando a geração do meu filho de 7 anos,as transformações estão aí e a gente está se esquecendo de se "adaptar".
Um bom dia e parabéns pelo escrito
bjs

✿ chica disse...

Gostei de tua abordagem sobre as famílias que, sem duvida, estão bem diferentes dos outros tempos. Mas o que vale é se existe o elo do amor!! beijos,chica

jose claudio disse...

Oi, Lúcia! Que legal! A família não está em crise e você colocou muito bem. As pessoas é que estão; a sociedade não encontrou o rumo certoainda: o do respeito e amor ao próximo . Chagaremos, Lá? Não sei, mas é necessário. Parabéns pela excelente abordagem. paz e bem.

pensandoemfamilia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pensandoemfamilia disse...

Oi Lucia
Sua abordagem foi atual e realista.
Estamos em fase de transição e as pessoas perderam o rumo dos valores e a convivência com isto sofre conseguências. Ressaltar a iimportância do amor ao próximo é fundamental e neste sentido sua frase está perfeita:
"A família pode ser vista, então, como pessoas adultas cuidando e educando crianças, com base no amor, respeito, carinho, consideração, compreensão."
Parabéns e grata por se inserir nesta proposta.
A semana está sendo muito frutífera.
bjs

Toninhobira disse...

Muito boa sua reflexões à cerca da formação das novas familia,onde podemos confirmar a preocupação geral com a sociedade em assimilar.As vezes eu me pego nestas reflexões e confesso uma apatia de esperanças para os membros desta, já a imaginar o olhar desta sociedde.Será preciso um avanço real para que os males não aflorem.Como voce deve ter percebido eu ilustrei meu texto com a Trindade historia,pois para mim familia tem muito desta Familia,e que a presença dela, faz bastante diferença nas relações.Não como freio, mas base de uma formação pautada no amor e na cooperação,que culmina com União e Comunhão.Parabens Lucia pelas reflexões e meu abraço mineiro de flor.

SHEYLA -DMulheres disse...

Lucinha, amore
Poxa, ficar sem um sorvetinho, deve ser dose ! rsrsrs
Muito legal esse post , a família é a base de tudo, e acho que é o pilar que sustenta a sociedade. E como a família são feitas de pessoas, isso sim, está sem noção e sem identidades.Uma excelente reflexão!!
Beijos, sua lindaaaaaaa
Sheyla.

Nina disse...

Tema abordado mt bom Lucia!

às vezes tenho mt receio de como essas criancas sofrem com piadinhas na escola, entre os familiares, os coleguinhas... tudo tendo que ser preparado pra essa mudanca, escolas tem que saber encarar numa boa fihos de casais gays, o porteiro do predio tem que saber lidar com isso, a vizinha,o pediatra, sei la... Temo que mts nao saibam, que mts levem tudo na piada. Penso mt nas criancas sabe? Sabemos o qt crianca pode ser um bichinho mal,p ex., ate que aprenda sobre tolerancia leva um tempo... e aí entra a importancia do que vc falou, amor! e amor vem de todo lado, seja de casais hetero ou homo, certo?
Mas é milhoes de vezes preferivel ver criancas filhos de casais homossexuais do que crescendo numa familia hetero onde pai bate em mae e abusa sexualmente e pscicologicamente de seus filhos...

isso sim é triste e vergonhoso. e isso sim fica marcado na alma de uma crianca pra sempre :-(
Um bj Lu!

Valéria disse...

Oi Lúcia!
Já assisti alguns episódios desse programa, Novas famílias no Gnt. Eles mostram bem as transformações pelas quais as famílias vêm passando. São imensas por sinal. São várias formas, estruturadas das mis variadas maneiras pais homo, mães homo, pai casado novamente, mãe casada novamente, novos "irmãos" sendo agregados. E precisamos ir nos adaptando para esta nova realidade.
Excelente suas reflexões sempre tão oportunas e realistas.
Beijinhos!

Denise disse...

Olá, Lúcia, acompanhando a roda proposta pela Norma, cheguei aqui.
Vc lança a questão da crise: familiar ou das pessoas, e quando constrói tuas ideias argumenta com realidades que mostram que existe um movimento de transição que pode ser observado na configuração da família atual, um cenário que ainda causa estranheza, gera polêmicas e conflitos de opiniões, mas o fato é que a estrutura familiar “sofreu” realmente uma mudança, quebrando um paradigma ao se reconstituir de maneiras a celebrar a união sob outros moldes – nem certos ou errados, mas diferentes.
A contemporaneidade permite que a gente conviva com estas formas, preservando padrões, dando noções claras de educação, valores e reinventando maneiras de se viver o amor – força maior que segrega a família e a mantém, como vc tão bem afirmou.
Muito legal tua participação, finalizando com uma verdade incontestável: a trindade é indestrutível.

Um abraço!

Sílvia Gianni disse...

Oi Lúcia, muito bom seu post. Famílias, são muitas, são variadas e como bem diz você precisam, acima de tudo, ter o amor como alicerce.
Agradeço muito pela visita lá no blog. Estou meio sumida pois o not resolver estragar. Fiquei fora do ar por vários dias. Agora...voltei!
Beijos e obrigada pelo carinho.

Calu disse...

Oi Lucia,
vi que vc focou a atualidade com amplitude, mostrando as diferentes configurações que a instituição "família" ganhou através das mudanças socio-temporais, mas apontou, acima de tudo que o Amor, a educação, os bons princípios e o bem-estar dos membros que a compõe são os principais objetivos a serem alcançados por uma família.
Muito importante o foco mostrado.
Bjos,
Calu

Beth/Lilás disse...

Oi, Lúcia!
Menina, se você não tivesse me avisado no Face eu não ficava sabendo deste teu novo post! Este Mr.Blogger anda aprontando com a gente. rssss
Gostei da sua abordagem atualizada da família, pois a gente acaba se esquecendo dessa transformação que houve e ainda está havendo. |Temos que nos atualizar e ter um olhar mais amplo, generoso e humano sobre tudo isso. O que sei mesmo é que uma criança abandonada, sozinha neste mundo, é que realmente é triste.
beijos cariocas

Somnia Carvalho disse...

Lucinha este texto seu me lembrou uma musica que eu cantarolava muito na minha epoca de carola e adorava... oração a familia! rs...

tá aí uma música sobre a qual eu teria mil lembranças!

tô esperando a senhorita no concurso Lucinha! seria fan-tás-ti-co a senhorinha participar!

Orvalho do Céu disse...

Querida
Com amor, até o que não poderia dar certo... torna certíssimo!!!
Bjm de paz

Irene Alves disse...

Que lindo post fez a propósito do
dia da Família(que eu também
desconhecia).Mas agora há dias
para tudo.
Desejo que esteja bem.
Bj.
Irene

ML disse...

Também procuro olhar as "novas famílias" sem preconceito, porque o que importa mesmo é a responsabilidade na criação - o que inclui amar dando limites.

bjnhs e ótimo final de semana!

Deusa disse...

Lucia,o que você vai fazer Domingo? Quer me encontrar,eu e Maitezinha,você e sua netinha?
Deusa

Lúcia Soares disse...

Deusa, mandei-lhe um e-mail. Vamos combinar por lá? Será um prazer!
Beijo!
Meu e-mail: luciahsf@oi.com.br

Lúcia Soares disse...

Deusa, o e-mail voltou! rsrs
Manda um pra mim!

Eli Pechim disse...

Tema polêmico mesmo. Eu nem tenho coragem de falar disso no meu blog. Parabéns pela sua coragem. rs... Mas eu sou liberal e não acho que um papel ou outro é necessariamente fundamental. Fundamental é ter figura ou figuras amorosas, equilibradas psicologicamente para criar e educar seres humanos que irão "sair pro mundo" um dia e produzir. Acho que isso independe do formato e depende muito mais do amor, como você disse. Um beijo, eu adoro esse tema, bom fim de semana!

RUTE disse...

Oi Lúcia,
achei fantástico o tema escolhido por você para participar na roda de interação da Norma.

Acho que as crises que estamos vivendo se resumem a uma só: Crise de percepção.

A sociedade habituou-nos a encontrar o género masculino ou feminino na figura do homem ou da mulher. Se é homem é masculino, se é mulher é feminino. Mas o conceito da santissima trindade vai muito mais além. A trindade fala-nos do principio masculino integrado com o principio feminino, dando o fruto completo do seu amor, o filho.

O filho é a completude. Não só as familias estão precisando seguir a junção desses dois principios, como cada um de nós está precisando unir luz e sombra dentro de nós, para renascermos seres mais completos e integros.

Grata pela oportunidade de autorreflexão com base no seu maravilhoso texto.
Beijinhos.
Rute

Georgia disse...

Lucia, sua foto no perfil está belíssima!

Lindo o teu texto sobre a família. Hoje em dia há tantos padroes diferentes, mas nao sei se isso importa realmente.

O Amor a família, o Amor, esse é o mais importante.

Bjao

Luciana Klopper disse...

Como sempre vc, um exemplo de mulher de familia...tb desconhecia essa data, seria bacana se as escolas, igrejas, comunidades, tvs, divulgassem mais e fosse comemorado!

Luma Rosa disse...

Todas essas mudanças na logística familiar, sabemos na teoria e pouca coisa na prática. A minha família é muito tradicional e, por incrível que pareça, ainda não temos casos de separação. Meus primos e tios são muito "machões" no sentido de serem submissos a outro homem, mas tenho uma prima de segundo grau que é parece gostar de meninas, mas resolveu não namorar ou casar com qualquer pessoa. Não se abre sobre sua opção sexual. Eu tenho uma cabeça de aceitar as pessoas como elas são e vejo muitos casamentos além do "normal". Também acho que o afeto é o ingrediente principal das relações, mas não vejo que a figura feminina seja primordial para criar filhos, pois percebemos mães desnaturadas e verdadeiros pães. O mundo está mudando de tal forma que não será complicada as explicações que as crianças terão que dar, mas será que terão que dar mesmo? O mundo anda tão nem aí para a vida dos outros... Bom fim de semana!! Beijus,

Bombom disse...

Lúcia, Parabéns por esta magnífica abordagem ao tema da Família nos dias de hoje. Gostei muito e fez-me reflectir, pois eu tenho muitas dúvidas. No entanto tenho um espírito aberto e não condeno ninguém, à partida, embora não concordando com muitas coisas que acontecem actualmente. Até que os VALORES que regem a sociedade como Moral Natural sejam repostos, peçamos a Deus que o AMOR impere em todas as relações e inter-acções entre os Homens (homens e mulheres).
Um agradecimento especial pelas tuas visitas e comentários lá no Meu Estaminé. Muito obrigada pelos teus esclarecimentos! Já rectifiquei o nome do São Domingos. Bjs. Bombom

Anônimo disse...

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