Só estamos em planos diferentes

 A Morte não é Nada  
 (Santo Agostinho)

A morte não é nada.
Eu somente passe
i
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?


Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

Esta oração é atribuída a Santo Agostinho.
Caiu-me aos olhos hoje, dia em que faz 1 ano e 1 mês da morte do Carlos. 
Consola pensar que é verdade, que há uma vida além desta.
Já li esse texto em vários lugares, inclusive em blogs. Bom para pensar.

16 comentários:

Beth/Lilás disse...

Lúcia,
Esta oração é de uma beleza e de uma serenidade para os corações daqueles que ficam e sofrem a perda de um ente amado. Seria muito bom se a lêssemos quando estamos tristes e saudosos, ela traz paz e a crença de que existe mesmo um outro plano, talvez melhor do que este nosso.
Um abraço apertado daqui da minha serra.



Marli Borges disse...

Linda essa oração... Lucia, e significativa. A gente tem que acreditar, a gente precisa acreditar. Nós, aqui neste plano, precisamos seguir a viagem. Me desculpe querida, pois até hoje não tive coragem de perguntar, mas não sei quem partiu, me diga por favor. Bjs amiga

ML disse...

Texto mais lindo, LINDA DECLARAÇÃO DE AMOR, uma oração (pra repetir e aprender a encarar os fatos da vida, né?).
Amei a imagem: me lembrei da minha filhota canina - uma "vira" que se foi há muito tempo, a quem, todo dia, eu falo sobre, rio de, e amo, amo, amo...
De fato, Lucia querida, perto do coração... Aliás, coladinha...

bjnhssssssssssssssss

Brechique da Dodoca disse...

Oi, querida Lucia,

Acredito muito nisso! Não por religião (que sequer a tenho, faço apenas uma espécie de salada dos aprendizados das leituras, experiências e observações que surgem no meu caminho).
Talvez por lógica e necessidade interior: não posso e não consigo aceitar que tudo que sou e tudo que tento melhorar em mim, acabam com a vida da minha carne!
Portanto, para mim, é dessa forma que acontece. E, até confesso, continuo conversando com meus amores que partiram (mas não escuto a resposta deles não, tá? Rsssss)
Bjsssssssss, quérida, Deus a abençoa!

Bia Jubiart disse...

Santo Sábio!

A perda física é uma dor que se acomoda e de vez em quando volta e machuca de forma diferente...
As vezes me pergunto: Morrer e viver é tão óbvio, mas ninguém nunca se prepara p/ morte? Mistério...
Os Espíritas falam que o "sentir" da morte é diferente p/ cada indivíduo, não necessariamente seja dolorosa, tem muito haver com causa e efeito de ações, posturas que temos diante da vida. Enfim, como na oração, não acredito em morte, só mudamos de estação para evoluir. Credo! Hoje estou muito metafórica rsrsrsrs.

O que importa no final é que os bons sentimentos são eternos.

Bjos e um abraço carinhoso!

Bill de Oliveira disse...

Oi Lúcia!

Que linda mensagem!

Gostei de vir aqui e ver a imagem de São José no Blog. Tenho profunda gratidão a ele!

Valei-me São José!

Bejus agradecidos a ti amiga.


Will

Cristina Pavani disse...

Excelente manhã, Lucinha!
Também perdi um irmão... nos primeiros anos, a lembrança era doída e assustada.
Com o tempo, sempre o tempo, tudo se transformou.
Hoje me lembro dele com alegria, recordo mais a infância que a vida adulta, quando brincávamos, chorávamos, sentíamos!

Abração.

✿ chica disse...

Linda poesia e a reflexão nela contida!!! A saudade fica sempre... beijos,tudo de bom,chica

Élys disse...

Não tenho nenhuma dúvida que a vida continua...
Linda poesia oração que é para se repetir sempre. Beijos

Bombom disse...

Olá Lúcia, saudades de ti!
É um belo texto o que nos trazes hoje para reflexão. Eu já conhecia, mas é sempre bom voltar a relê-lo. Sabes, eu acredito que o nosso Espírito permanece para além da morte. Não da maneira terrena que somos capazes de imaginar, mas de uma outra forma - diferente, mas que vai dar ao mesmo. O Espírito é uma Energia que nessa hora se liberta e se vai encontrar algures no Cosmos... Será o Céu? Será Deus?
Não me preocupa muito saber. Quando lá chegar logo verei!
Para ti, o meu abraço com carinho. Bjs. Bombom

Denise disse...

Olá, Lúcia.
Saudade é uma forma de amor... dói, mas lembra a gente de que amamos e fomos amados por alguém que partiu.
Mto bonito esse texto que escolheste para homenagear teu irmão.
bjs e um forte abraço.
Denise

Luma Rosa disse...

Oi, Lúcia!
Uma oração de consolo e assim devemos agir, procurar por consolo, já que não temos outra saída!
Fica bem!!
Beijus,

Toninho disse...

Não conhecia Lucia, ela é muito linda e profunda.
Bela partilha amiga.
Amanhã deixe aquela criancinha se soltar e tenha um dia feliz, num feliz fim de semana.
Um abração.

Allan Robert P. J. disse...

Bom para pensar.

Lívia Azzi disse...

Lúcia, querida!

É tão simples a vida, não é? Sabemos o tempo todo do inevitável, mas o simples não significa ser fácil, a simplicidade é coisa trabalhosa, feita a oração de Santo Agostinho, demanda coração sereno e gestos amáveis, aos nossos amores, que sejam assim.

Doce abraço,

Lívia

Marly disse...

Oi, Lúcia,

Eu acredito absolutamente na imortalidade do espírito, que, por isso mesmo, segundo o meu ponto de vista, continua a existir, depois da falência do corpo. Acho também que a vida é um tipo de escola, cujo objetivo é nos ensinar o significado real do amor e das próprias coisas ligadas à vida, como o valor da saúde e dos sentidos de que somos dotados, o valor da liberdade e coisas assim. Nunca, jamais consegui ver a morte como o fim de tudo.
Achei muito lindo o poema/oração atribuído a Sto. Agostinho.

Um beijo, Lúcia!