Manual para a vida / Parte 3

(Lembrando - e, se não falei, falando agora - que as partes em negrito que coloquei nos posts (aqui e aqui), e neste, fazem parte de um texto que recebi por e-mail, há uns meses. Apenas desenvolvo cada item com minhas palavras).

Agora, falando na parte social. Como viver bem em sociedade, já que não somos mesmo uma ilha e por menos que queiramos conviver, algumas regras são indispensáveis. 
Claro que ninguém precisa seguir nada. Como disse nos outros posts, a vida podia vir com manual, mas eles servem só de direção, não quer dizer que tenhamos que seguir totalmente, senão perde a graça.
A graça de viver com espontaneidade, muitas vezes "desrespeitando" , mas nunca a ponto de desorganizar.
                                        (Tela de Tarsila do Amaral, "A Família")

Assim, é recomendado estar em contato com sua família, por menos que a ideia não lhe seja agradável. A respeito de família, há um livro excelente chamado O Arroz de Palma, que tem um texto ótimo sobre o que seja uma família. Muitas vezes não são as pessoas com quem queremos conviver, mas são a nossa base, mostram aquilo que é herança, o que não arrancamos de nós. Minha família, por ex., grande e cheia de problemas, é a minha. Não vim nela por acaso. Não a troco por outra, por mais que possa admirar outras.
 Outra máxima para o bem viver é saber doar-nos, oferecer algo bom diariamente. O que não significa dar, materialmente, mas pensar que temos sempre algo a oferecer a alguém. 
Um sorriso, pra começar o dia. Um Bom dia!, um Boa tarde!, Por Favor, Obrigada, Com licença, sendo o mínimo
Nem é regra de boa convivência, é regra de educação primária. Conviver implica exatamente em termos boa educação, para sempre saber nossos limites. 
Na vida, sempre menos é mais. Só podemos extrapolar em alegrias, fineza, atenção ao próximo.
 Um ponto sempre polêmico: perdoar a todos, por tudo. Acho que esquecer o mal que nos fazem, ignorando a pessoa, reflete melhor o ser humano. Não é que não possamos perdoar, mas há que saber a quem e como perdoar. Envolve nossa emoção, nossa convicção. Se não sei maltratar, não sei perdoar o maltrato. Definitivamente, fico "ferida de morte" por qualquer maltrato a mim.

                        (Netos, eterna paixão, renovação da vida)
Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6 anos é uma regra que não me diz nada, absolutamente. Nem sempre a companhia de uma pessoa mais velha é agradável e nem sempre estar com uma criança é bom. Depende muito do que têm a oferecer e do que temos para dar.  
Ninguém é legal nem sábio só por ser mais velho. E estar com uma criança demanda disposição, tempo e paciência (que pode se esgotar no momento seguinte). 
Obviamente pensando que estar com eles (um idoso ou uma criança) não seja parte da nossa rotina, pois sendo, temos mesmo que estar dispostos o tempo todo, ainda que precisemos dos nossos momentos de lazer. 
Pra dizer melhor, nem falemos de pessoas com idade X, pois muitas vezes uma pessoa mais velha é mais jovial que muitas pessoas de 20 anos. Nunca associei idade a atenção diferenciada. Todos temos que ser bem aceitos, o tempo todo, desde que sejamos agradáveis de conviver.
No meio de qualquer conselho, sempre vem o lembrete que devemos sorrir, sorrir muito.
 
 (Samuel, aos 5 meses)
Quanto a vivermos em constante preocupação sobre o que pensam de nós, consigo entender. Não lhe diz respeito o que os outros pensam de você!  para mim, não vale como regra. O dia em que realmente acreditar nisso, estarei realizada. Para mim é fundamental uma boa aceitação, não por ser eu, mas por ser alguém que sempre faz de tudo para ser legal.
 O mais necessário é estar em contato com quem realmente importa, pois  ninguém fica ao nosso lado, a não ser um verdadeiro amigo, e nada espera por nós, se não estivermos bem conosco mesmos. Cultivar boas amizades, saber com quem lidamos, a quem nos entregamos emocionalmente, é fundamental para que evitemos decepções. Só um amigo (que pode ser também um familiar, sempre separamos "amigos" de "família", como se um familiar não pudesse ser o melhor amigo) pode nos dizer coisas que não saberíamos ouvir de um simples conhecido.
Por isso é tão importante saber nos cercar de pessoas que realmente façam a diferença em nossa vida. 


(Fotos Google e Facebook).

12 comentários:

Celia disse...

Amiga, concordo inteiramente com seu post. Muito bem colocado as observacoes.
Depois de um tempo ausente, volta a postar e visitar meus amigos, e vc é uma delas. Bj

✿ chica disse...

Gosto como colocas as dicas e depois expões teus pensamentos.

Estar com a família, netos, filhos,tudo de bom. Mas nem sempre somos tão santas que tudo perdoamos... Seria cinismo dizer. Estamos aqui nos aperfeiçoando, aprendendo. E estar com idosos é legal, faz bem, mas nem sempre a paciência está no nível,rs.

Assim, temos que estar preparados pra receber um pouco de impaciência e tantas coisinhas mais.Aliás, os filhos de hoje, já a tem muito menos do que nós! beijos,tudo de bom,chica

ML disse...

BRAVO!

bjnhs, Lucia!

PS: até já teve um tempo em que eu pensava que não me importava com o que pensavam de mim... Eu estava errada.

Ótimo Carnaval (= feriadão!)

Clara Lúcia disse...

Lúcia, sou tão contrária à tudo que vc escreveu!
Pela família, que um certo atrás, me desliguei muito deles. Descobri coisas, sofri horrores e decidi eliminar de perto de mim tudo o que me faz mal.
Isso inclui perdoar. Acho que esquecer a gente nunca esquece, mas não ficar lembrando e não desejando o mal pra pessoa, já é perdão.
Todos nós queremos ser aceitos, e qdo sabemos que alguém falou coisas ruins a nosso respeito, é muito mal estar. Aprendi a conviver com isso e passei a ignorar o que pensam a meu respeito. O que dizem e o que pensam, é problema da pessoa e não o meu. Não temos o poder de agradar todo mundo e nem todo mundo nos agrada.
Aprendi a ver os dois lados e isso facilitou muito. Me conheci mais, fiquei mais seletiva...

Mas voltando ao texto, as dicas são ótimas, mas no fundo, cada um faz o que achar melhor pra sua vida.
Se vc é como é e se sente bem assim, ótimo! Quem te conhece, sabe como é e te ama como é. Ponto!

Beijos, Lúcia!!!
Ótimo feriado pra vc!!!

Georgia Aegerter disse...

Lucia, eu ando doida para ler este livro...

As imagens sao lindas e principalmente a do Samuel. O post é reflexivo ecreio chega em muito boa hora para cada uma de nós.

Gosto muito de pensar num homem que conversava com Jesus e este lhe perguntou: Quantas vezes devo perdoar alguém? E Jesus lhe respondeu 7X7. E ai vc matematicamente vai me responder, mas tem gente que eu já perdoei mais de 50 vezes. O que Jesus queria nos ensinar é: Nao se canse de perdoar.

Perdoar as pessoas é uma atitude que deve ser desenvolvida em nós. Ao longo de se perdoar alguém como tantas vezes Jesus falou é que com isso vc estaria exercitando o perdao e no Pai Nosso que muita gente gosta de "rezar", nos alerta: " Perdoando assim como o Pai vos perdoou." Se nao perdoarmos, nao seremos perdoados.

E com Jesus nao cola: Perdoei mas nao esqueci, nao quero esquecer...errado. Perdoar é puro esquecimento.

Voltando ao livro: vc o tem?


Bjos e uma linda semana

Lúcia Soares disse...

Georgia, eu o tenho, mas vou lhe enviar um, com muito prazer! Depois segue e-mail, estou em viagem, tá?
Beijo!

Luma Rosa disse...

Lúcia, depois que li o comentário da Clarice fiquei em dúvida se a postagem era para a convivência social ou se entre família e amigos.
Socialmente temos que ser sempre gentis, pois é nessa hora que demonstramos a educação que tivemos em família. Esse gesto também reflete o nosso respeito pelos nossos familiares. Eu não gostaria que a minha mãe recebesse uma reclamação de que fui grossa com alguém.
Ademais, ouvir mais do que falar, afinal, precisamos conhecer o desconhecido antes de falar qualquer coisa sobre nós.
As pessoas erram quando discutem com estranhos. Devemos gastar energia para desenvolver nossos pontos de vistas com pessoas que se importam com nós.
A primeira imagem é da obra "A Família" de Tarsila do Amaral.
Beijus,

Cristina disse...

Olá Lúcia!
Que post bem feito, caprichado.
Tenho grande admiração por seus lindos netinhos... Um mais fofo que o outro!
Aquela foto das mãos: uma mulher jovem e outra idosa, linda!
Passei o carnaval na roça, com a avó de 90 anos, esperta e lúcida.
Grata pelas reflexões,
Um abraço do leste paulista.

Beth/Lilás disse...

Bom dia, Lúcia!
A continuação do tema está muito interessante e reflexiva com suas colocações próprias.
Os netinhos fofos sempre presentes em sua vida e é isso a coisa mais bonita de tudo.
um grande abraço carioca da serra.


Misturação - Ana Karla disse...

O perdão é o primeiro degrau para uma boa convivência em sociedade e em si tratando de "nossa" família aí nem se fala. A "nossa" família normalmente é a que mais dá trabalho, mas assim como você, não a troco por nenhuma outra.
Xeros

Kellen Bittencourt disse...

Oii Lucia, adorei o texto e o seu olhar, sincero e sem hipocrisia, só porque a pessoa é velha não significa que ela seja agradável, e tem criança que queremos esganar em dois tempos kkkk adorei sua sinceridade e todas as dicas, eu tbém não troco minha família mas nem por isso deixo de admirar outras! Bjoos

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida Lúcia
Sempre tenho uma vasilhinha para os filhos... com algo do coração preparado... e estou bem para eles... caso contrário, com indícios de que vai logo ser resolvido tudo...
Creio ser fundamental...
Ficamos todos bem!!! O bem estar de quem amamos é precioso...
To chegando das férias...
Bjm de paz e alegria