Sem novidades

Post novo, sem novidades.
Tudo igual no front, tanto da minha vida quanto do nosso Brasil e do  mundo.
Este mundo conturbado, assolado por intempéries e por homens sem boa vontade.
Homens que lutam em nome de um deus que não quis, não pediu, não ensinou a ninguém esta belicosidade.
Onde o amor aos semelhantes impera, não há lugar para guerras.
Mas também não quero falar disso.
Enquanto vivo minha vida e cuido dos meus afazeres, penso em  muita coisa para escrever. Faço posts inteirinhos na cabeça e depois desisto de publicar. 
Cansei de ser "doutrinadora", não dá mais para querer mudar o mundo, as pessoas, a não ser que se cheguem a mim e peçam ajuda. 
Mas o que posso falar é o que penso e, de fora, todos os problemas têm solução. 
Mudei muito, ao longo dos anos. e quem falar que não mudou, deve ser bem bitolado.
Não mudamos valores, seguimos a moral vigente, mas mudamos maneira de pensar, mudamos atitudes. E que seja sempre para melhor, esperemos.

Na essência, aquela carga genética que trazemos, nosso meio, nossa família, isso fica na gente, às vezes criando ranço, gritando por mudanças, mas não conseguimos.
Conseguimos mudar muita coisa, mas não tudo. Quem muda tudo, nega suas heranças e vive uma vida que não é a dela, é um personagem.
Poucas pessoas conseguem dar uma virada na vida, abandonar tudo e todos e recomeçar, às vezes bem longe. Mas, lá dentro,  um dia ou outro, a essência transborda. 
A vida é para ser bem vivida, mas sem ser levada muito a sério, no sentido de pensar que podemos, de uma maneira ou de outra, mudar o mundo.
Cada um cuidando de si já é uma ótima forma de viver.
(Portão do sítio da família, sempre florido, embora a terra não seja boa. É preciso vontade, cuidado constante, regas, para que a planta não morra. 
Assim também são as pessoas.É preciso uma série de cuidados para que saibamos florescer todas as manhãs.Independentemente do sol, da falta de chuva, dos bichinhos que corroem as plantas, como os que corroem nossa alma - ciúme, inveja, medo, maledicência, raiva, tristeza, etc. 
É preciso abrir portas todos os dias. 
E fechar portas todos os dias.)

12 comentários:

Cristina Pavani disse...

E que possamos nos remoldar sempre, Lucinha... O mesmo barro forte, as formas talhadas sempre renovadas, reparadas e refeitas!
O bom da vida é esse reinvento, esse reciclar constante de uma matéria viva, resiliente, que aceita adstringência.

excelente semana procê, amiga mineirinha!

Élys disse...

Estamos sempre mudando, pois o que a vida vai nos ensinando torna-se experiência e vai nos possibilitando sermos diferentes do que éramos no passado. Creio que é assim.
Um grande abraço,
Élys.

Ana Paula disse...

Esse cuidar, cultivar, não pode nunca ser esquecido.
Desanima-se por vezes.
Gostei da foto! Beijo.

✿ chica disse...

Que lindo te ler e adorei o portão florido apesar da terra que dizes não ser boa. E tua reflexão ficou ótima! beijos, linda semana,chica

Toninho disse...

Olá Lucia, a vida pede uma continua mudança, mudanças que nos libertam e agregam valores para superar e avançar belamente. Claro que para mudar às vezes é preciso romper com muitas coisas das quais nos sentimos presos. Como disse o escritor das Gerais, a vida quer de nós ação. Ação continua e ai vem este cultivar,cuidar,regar. Inventar em cada manhã uma maneira de fazer diferente o que se tem como pronto.
Uma bela semana amiga.
Carinhoso abraço mineiro de flor.
Que as chuvas estejam presentes mas calmas.
Que as jabuticabeiras floresçam belamente.

Beth/Lilás disse...

Lúcia,
As mudanças são evolução, crescimento, conhecimento de ideias, de pensamentos que ampliam nossa visão. Sinto-me felizarda em estar evoluindo com o mundo, apesar de ver que junto com o crescimento tecnológico, as posições tomadas pelo humano tem entristecido a Deus e feito mortes de inocentes.
Mas, sabes, tenho uma amiga boa, de longa data, mas que rejeita, por exemplo, a tecnologia e sabemos que ela, a tecnologia, avança inexoravelmente, não tem quem a pare mais. No entanto, esta amiga, não tem sequer celular e agora mudou-se, na aposentadoria do marido, para Belém.
Oras, não dá pra ficar no telefone em bate-papo com esta longa distância! Se ela pelo menos tivesse o Facebook ou o Whatsapp, teríamos mais contato e menos separação. Mas ela assim escolheu viver, acaba ficando anti-social e não quer mudar com o mundo, insiste em continuar como nos velhos tempos.
Não acho isso legal, mas não a critico pessoalmente, acho que cada um deve buscar a forma de viver e ser feliz, se ela acha que é assim, tudo bem, né?
Tuas plantinhas, mesmo sem tanto cuidado, continuam a saudar quem chega vez ou outra, que coisa mais linda a natureza!
um grande abraço carioca


silvioafonso disse...

Estou de pé aplaudindo
suas palavras.

Um beijo, amiga.




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Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Lúcia
E nesse abre e fecha... vamos galgando degraus ainda que não percebamos... vamos vivendo literalmente falando... oxalá tenhamos qualidade de vida ao expelirmos os vermes no post mencionados por vc!!!
Bjm fraterno

Ana Seerig disse...

Lúcia,

Às vezes vejo os links dos teus posts e não comento por uma razão ou outra (na maioria, falta de tempo), mas hoje lembrei de passar aqui e encontro esse post ótimo.
Sabe, por vezes concluo que parei de opinar muito no blog ou mesmo no facebook por isso: às vezes sou levada mais a sério do que deveria. Escrever pra mim sempre foi um modo de desafogar certas ideias que tenho na cabeça. Normalmente eu tenho mais noção delas depois de tê-las escrito e minha ideia sempre foi ser mais provocativa, no sentido de fazer as pessoas refletirem, quer concordem ou discordem de mim. Mas acaba que as pessoas formam uma opinião rápida, muito mais 'clara' que a minha própria, e eu não sei lidar. Não quero ser a dona da verdade, até porque ao mesmo tempo que estou sempre pensando e repensando tudo, por vezes me sinto muito repetitiva e, bem, quem concorda comigo concorda, quem não concorda, não concorda, poucas vezes há um debate construtivo.
Enfim, tô apenas querendo dizer que concordo contigo. Já fiz mil posts mentais dos quais desisti, e dia a dia repenso ações passadas e me pergunto se fiz certo ou errado. Sou das que acredita que é mais fácil mudar o mundo se mudarmos a nós mesmos, tentarmos nos fazermos melhor, em vez de 'pregar ideias' e querer revolucionar o mundo achando que somos donos da verdade. Não somos. Ninguém é.

Ahh, tanta coisa pra dizer e ao mesmo tempo tão poucas palavras! Adorei passar aqui e ler isso! Obrigada! Beijo!

piteis da dinha disse...

Oi Lúcia!
Existem dias que eu acho que não posso mudar o mundo, aí me calo diante de algumas injustiças ou coisinhas bobas, mas que no meu entender são erradas. Já em outros dias, eu "rodo a baiana" e penso que sozinha posso fazer esse milagre. Ainda não cheguei no meio termo, mas estou sempre procurando chegar lá.
Bjsss

Maria Gloria D'Amico disse...

Certamente mudamos, algumas coisas talvez não, mas neste momento atual, parece que nada muda ou talvez eu não esteja percebendo. Talvez a mudança seja tão imensa e profunda, que de grandiosa, eu não esteja coneguindo sentir. Percebo uma estagnação, é assim que sinto estes dias da atualidade.
As flores são belas, as da foto que postou e, por serem belas, que continuo a regar, todos os dias o meu jardim.
Um beijo Lúcia, boa tarde s2

Pepa disse...

Oi Lucia, é a Vi,cuidar de plantas é mais facil, de gente é quase impossível, principalmente se a pessoa for cheia dela mesma.
E vivemos uma época em que as pessoas estão cada vez mais cheias de si.
Agradeço o carinho lá no Tacho pelo meu aniversário.
Beijos,Vi